O mercado brasileiro de suco de laranja garantiu sua permanência na lista de exceções das políticas tarifárias dos Estados Unidos, evitando sobretaxas que poderiam chegar a 50%. A decisão foi motivada pela forte interdependência comercial entre os dois países, visto que cerca de 56% do consumo de suco nos EUA é oriundo do Brasil.
A isenção alcança o suco e subprodutos importantes da cadeia, como o óleo essencial e a polpa, livrando o produto da sobretaxa de 25% anunciada pelo governo norte-americano. Segundo Ibiapaba Neto, diretor executivo da Citrus BR, décadas de investimento de empresas brasileiras no mercado dos EUA, incluindo a construção de fábricas e logística, influenciaram a decisão governamental americana.
A conquista da isenção resultou de diálogo constante do setor privado brasileiro com autoridades americanas. Os clientes nos EUA apresentaram dados práticos aos órgãos de comércio, comprovando que a sobretaxa geraria um efeito desastroso para a indústria e para os consumidores locais.
Apesar da isenção, o suco brasileiro ainda está sujeito a uma tarifa tradicional de US$ 415 por tonelada, o que corresponde a cerca de 20% do valor. Contudo, com o início da safra 2026/2027, as perspectivas são positivas, e a expectativa é repetir o desempenho do ciclo anterior, que movimentou mais de US$ 1 bilhão em divisas.

