A Grinélândia registrou manifestações em 13 de julho para denunciar a chegada de empresas americanas de exploração de petróleo, que iniciaram atividades em um assentamento local. Os moradores, majoritariamente Inuit, temem que a ação seja parte de uma possível invasão dos Estados Unidos, dado os laços da empresa com autoridades americanas.
A empresa americana Greenland Energy Company anunciou um projeto de exploração de petróleo em Ittoqqortoormiit, na Grinélândia, em junho. Autoridades locais negaram ter concedido qualquer permissão para a atividade, segundo o jornal britânico. A empresa possui laços com o presidente americano, que tem manifestado planos de anexação ou compra da ilha ártica, que pertence à Dinamarca.
A população, que soma 56 mil habitantes, vive sob um governo autônomo, mas o território permanece parte do Reino da Dinamarca. Líderes locais afirmam que a situação gera confusão e preocupação, questionando se as atividades petrolíferas fazem parte de uma invasão discreta dos EUA. Uma ativista local declarou que a comunidade busca a independência total do território.
A discussão sobre o futuro da Grinélândia ocorre em fóruns internacionais, com intelectuais e políticos discutindo a soberania do Ártico. Enquanto alguns defendem a proteção da OTAN em caso de conflito militar, outros, como uma jornalista local, mantêm a visão de que a origem do colonizador é secundária, pois a comunidade já foi colonizada diversas vezes.

