Investidores devem analisar a saúde financeira de instituições antes de aplicar, pois casos recentes apontam riscos em bancos que expandem rapidamente suas carteiras de crédito. Embora o Fundo Garantidor de Créditos (FGC) ofereça proteção, especialistas afirmam que a rentabilidade não deve ser o único critério de decisão.
Economistas explicam que o crescimento acelerado da carteira de crédito, em alguns casos, mascarou a deterioração do balanço de instituições financeiras. Um padrão recorrente, segundo educadores financeiros, é o incentivo ao crescimento rápido do crédito e a oferta de Certificados de Depósito Bancário (CDBs) com remunerações muito acima da média do mercado.
Thiago Godoy comentou que retornos significativamente superiores aos praticados pelos grandes bancos geralmente indicam um risco maior. Ele disse que o investidor precisa entender a diferença entre ofertas, pois rentabilidade elevada costuma vir acompanhada de maior risco.
Marilia Fontes aconselhou que o ideal é verificar se o banco mantém resultados consistentes, gera lucro mesmo em períodos de crise e apresenta um Índice de Basileia acima do mínimo regulatório. Bernardo Pascowitch reforçou que, apesar da proteção do FGC, é fundamental que os investidores entendam os riscos.
Os especialistas também recomendaram que os investidores evitem concentrar todos os recursos em uma única instituição, sugerindo a diversificação entre bancos de diferentes perfis para aumentar a segurança da carteira no longo prazo.

