Investidores buscam o mercado de pré-IPO para capturar valorização de empresas de tecnologia antes de sua abertura de capital em Bolsa. A estratégia se fortalece com o tempo que companhias inovadoras permanecem privadas, concentrando a geração de valor fora dos mercados públicos.
O mercado de pré-IPO negocia participações em companhias ainda privadas, permitindo que investidores qualificados e fundos acessem oportunidades antes da listagem em Bolsa. Fábio Guerra, diretor de novos negócios e estruturação da Hurst Capital, afirmou que, em muitos casos, a maior parte da criação de valor ocorre durante o período privado da companhia.
A OpenAI, empresa de inteligência artificial, alcançou avaliações privadas superiores a US$ 900 bilhões sem ter realizado IPO. A expectativa do mercado é que a companhia defina cronograma após atingir valor de mercado de US$ 1 trilhão. A Hurst Capital captou todas as cotas do lote complementar da OpenAI, utilizando Certificado de Recebíveis (CR) lastreado em direitos creditórios da OurCrowd.
Outro exemplo é a SpaceX. A Hurst Capital estruturou a única operação que permitiu a investidores brasileiros acessar o pré-IPO da empresa, e todas as cotas foram esgotadas em menos de 24 horas. Breno Reis, COO da Hurst Capital, comentou que a busca por ativos de pré-IPO reflete o interesse em participar do ciclo de valorização, mas alertou para riscos como menor liquidez e incertezas regulatórias.

