Investidores estão reduzindo a exposição de risco em ETFs de semicondutores, um setor impulsionado pela inteligência artificial. Dados do Goldman Sachs mostram um desmonte de alavancagem de US$ 63 bilhões, sinalizando uma mudança de postura no mercado.
A inteligência artificial mantém-se como um tema de investimento forte, gerando gastos recordes em chips e infraestrutura de computação. Empresas de semicondutores se beneficiam desse movimento, atraindo bilhões em fundos. Contudo, uma tendência de cautela surge, com investidores diminuindo o risco alavancado utilizado para buscar os ganhos da IA.
Ativos sob gestão em ETFs de semicondutores alavancados caíram US$ 63 bilhões desde o pico de junho, totalizando US$ 100 bilhões. Essa redução representa um recuo de 39% e é o maior declínio desde abril de 2025. O desmonte em semicondutores é o principal fator dessa queda no segmento de ETFs alavancados.
Apesar da retração, os ativos desses fundos permanecem 400% acima dos níveis de janeiro de 2023. Especialistas apontam que a redução de alavancagem não é um abandono da IA, mas sim um reconhecimento de que até os temas mais fortes enfrentam volatilidade. O mercado de ETFs alavancados, avaliado em cerca de US$ 200 bilhões, pode amplificar quedas futuras se os desinvestimentos ocorrerem em massa.

