Uma investigação sobre um suposto esquema de desvio de R$ 86 milhões no Instituto Rio Metrópole (IRM), autarquia estadual, aponta uma funcionária como peça central. A operação, que teve origem em auditorias, revelou que a pessoa, apelidada de “a mulher da mala”, retirou R$ 3,025 milhões em dinheiro vivo entre maio de 2025 e janeiro de 2026.
A investigação começou após uma abordagem policial a uma funcionária em janeiro deste ano. Na ocasião, ela foi flagrada transportando R$ 500 mil em espécie, dinheiro sacado em Teresópolis e levado sob escolta armada. O Ministério Público afirma que a análise de dados e a quebra de sigilos desvendaram uma organização criminosa que fraudava licitações e lavava recursos do instituto.
Segundo os promotores, a funcionária ocupava posição estratégica ao acumular funções. Desde 2022, ela exercia cargo comissionado no IRM e fiscalizava contratos com empresas que, posteriormente, transferiam valores para o Instituto BIO, entidade que ela presidia. O Instituto BIO, segundo a denúncia, funcionava como fachada, sem estrutura operacional compatível com os repasses.
A acusação sustenta que a funcionária era o elo entre o dinheiro público desviado e seu destino final. Ela realizou 13 saques, totalizando R$ 3,025 milhões em espécie, dificultando o rastreamento dos valores. O material encontrado em seu computador reforça a tese de que integrantes do grupo compartilhavam documentos internos de processos administrativos.

