A investigação sobre o envio de um cachorro morto a uma vereadora em Novo Hamburgo foi concluída na quinta-feira, dia 9. O delegado responsável afirmou que a entrega do animal, da raça Pinscher, ocorreu como forma de protesto da acusada contra a omissão do poder público.
O cão, que estava sob a tutela da acusada, foi atacado por cães comunitários no sábado, dia 4. A tutora procurou o vice-prefeito relatando o ocorrido e tentou tratar o animal, mas alegou falta de condições financeiras para tratamento veterinário, devido a gastos recentes com saúde.
O animal morreu na madrugada de domingo, dia 5, para segunda-feira, dia 6. Na manhã seguinte, a acusada contratou um serviço de aplicativo para entregar a caixa contendo o corpo do cão na Câmara de Vereadores, no Rio Grande do Sul. O motorista de aplicativo não teve participação no ato.
A acusada esclareceu que a remessa da carcaça foi um protesto pela omissão do poder público em relação aos cães comunitários, que, segundo ela, já haviam atacado outro animal de vizinha. Por essa conduta, a acusada foi enquadrada nos delitos de Injúria real, Poluição e Maus tratos de animais.

