A investigação sobre a caçada realizada na Herdade da Torre Bela, em Portugal, que resultou na morte de cerca de 540 animais, foi arquivada nesta terça-feira (21). As autoridades concluíram que não há indícios suficientes para sustentar a acusação de dano contra a natureza.
O Ministério Público reconheceu que um número significativo de animais foi abatido durante o evento, mas afirmou que as espécies envolvidas, majoritariamente veados e javalis, não eram protegidas pela legislação ambiental. O inquérito-crime foi instaurado em 28 de dezembro de 2020, após a divulgação de imagens do abate.
As apurações enfrentaram dificuldades, pois um dos principais organizadores, o empresário espanhol Mariano Morales, nunca foi ouvido pelas autoridades. Além disso, os participantes responsáveis pelos disparos não foram identificados.
Durante as investigações, a Guarda Nacional Republicana (GNR) realizou uma operação em julho de 2022, que levou à prisão de um homem de 53 anos por posse de munições de calibre proibido. Contudo, essas diligências não produziram elementos suficientes para responsabilizar criminalmente os envolvidos na montaria.

