Startups na área de Seattle captaram US$ 2,7 bilhões em capital de risco no primeiro semestre de 2026, em 163 negócios. Este valor representa uma queda de cerca de 40% em comparação aos US$ 4,5 bilhões levantados em 210 negócios no mesmo período de 2025, segundo o relatório da PitchBook-NVCA.
O declínio no capital reflete a redução no número de negócios na região, com grande parte do financiamento concentrada em poucas rodadas de grande porte nos setores de energia, cibersegurança e espaço. O maior negócio do trimestre foi a rodada Série G da Helion Energy, que alcançou US$ 465 milhões. Outros destaques incluem a captação de US$ 170 milhões pela Starcloud para data centers espaciais e US$ 155 milhões pela XBOW em sistemas de cibersegurança autônomos.
No setor de inteligência artificial, as startups de Seattle fecharam 85 negócios, totalizando US$ 1,5 bilhão, no segundo trimestre de 2026. Embora este número seja superior ao registrado no primeiro trimestre de 2026, ele contrasta com o cenário nacional, onde as empresas de IA representaram 86% de todo o capital de risco dos EUA no primeiro semestre do ano.
Nacionalmente, os EUA registraram um semestre recorde, com US$ 412,7 bilhões captados até junho. Contudo, a concentração é alta, visto que negócios de US$ 100 milhões ou mais somaram 87,5% do total. A área da Baía, sede de grandes empresas de IA, captou US$ 319 bilhões, um valor cerca de três vezes o registrado no primeiro semestre de 2025.
A tendência regional mostra que Seattle perdeu posições no ranking de investimento. Entre as dez maiores áreas metropolitanas dos EUA em capital de risco, a cidade ocupou o sétimo lugar no primeiro semestre de 2026, caindo da quinta posição em 2025. Além disso, o cenário político em Washington adiciona variáveis, com discussões sobre impostos sobre ganhos de capital e a isenção QSBS.

