A Igreja Presbiteriana do Brasil (IPB) aprovou, em Manaus, uma recomendação que orienta pastores, presbíteros, diáconos e membros a não apoiar o grupo Legendários. A decisão se baseia no entendimento de que o movimento é incompatível com a doutrina da denominação.
O Supremo Concílio da IPB considerou que as metodologias adotadas pelos Legendários são contrárias aos princípios da religião. O documento aponta que o grupo utiliza abordagens “pragmáticas, neopentecostais e experienciais”, o que, segundo a análise, relativiza a suficiência das Escrituras e da obra de Cristo.
A análise foi fundamentada em um parecer do Sínodo do Tocantins, que criticou a incorporação de práticas corporativas, como técnicas motivacionais e uso de camisetas padronizadas. Os religiosos alertam que tais estratégias podem transformar a vivência religiosa em “experiência de consumo” e enfraquecer a unidade das congregações.
O movimento, que nasceu na Guatemala em 2015, conta com mais de 100 mil adeptos no mundo. Para se tornar um legendário, os homens devem passar 72 horas em montanha, e o custo médio para essa experiência é de R$ 1,5 mil, conforme a localidade.

