A Marinha da Guarda Revolucionária Islâmica advertiu nesta quinta-feira (9) que qualquer interferência dos Estados Unidos na definição das rotas de navegação do Estreito de Ormuz resultará em uma resposta contundente do Irã. A força afirmou que a atuação americana comprometeria a reabertura gradual da via marítima e colocaria em risco interesses de países dependentes da passagem.
A Guarda Revolucionária Islâmica declarou que estrangeiros não possuem papel no Estreito de Ormuz. A corporação acrescentou que intervenção do que chamou de “Exército terrorista dos EUA” na definição das rotas de tráfego prejudicaria a retomada da circulação de navios, além de desencadear a resposta contundente.
O principal negociador iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, explicou que o Estreito de Ormuz será reaberto somente sob as condições estabelecidas pelo regime iraniano, e não mediante ameaças dos EUA. A IRGC também informou que consolidou o controle sobre o estreito nas últimas duas semanas.
Segundo o comunicado, a ampliação da capacidade de tráfego atingiu cerca de 50% do volume registrado antes da guerra, e esse percentual segue em ascensão. A capacidade é destinada a embarcações que cumprem normas de segurança da República Islâmica e obtêm autorização prévia da Marinha da Guarda Revolucionária para usar as rotas determinadas por Teerã.

