O Irã e Omã negociaram neste domingo a futura administração do tráfego no Estreito de Ormuz, visando respeitar a soberania dos dois países costeiros. As conversas, realizadas em Mascate, também abordaram os impactos da guerra com os Estados Unidos na segurança da rota marítima.
O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Esmaeil Baghaei, informou que as negociações reuniram chanceleres e delegações técnicas e jurídicas. O Catar participou como mediador entre Washington e Teerã. Segundo o comunicado, os dois países concordaram em manter o diálogo político e técnico-jurídico para buscar um entendimento comum sobre a segurança da navegação.
Baghaei afirmou que qualquer novo arranjo para o Estreito de Ormuz deve considerar a “guerra imposta pelos Estados Unidos e pelo regime sionista Israel”. Paralelamente, o assessor sênior do líder supremo iraniano, Mohsen Rezaei, declarou que o Irã protegerá o estreito, citando o direito internacional para adotar medidas em resposta ao assassinato do líder supremo.
Rezaei declarou que a hidrovia desempenha papel decisivo na segurança nacional iraniana. A discussão sobre a rota marítima ocorreu em um contexto de tensões, após os Estados Unidos anunciarem ter atingido 300 alvos no Irã na semana anterior, segundo o comunicado.

