O Irã sepultou nesta quinta-feira (9) seu ex-líder supremo, Ali Khamenei, no Santuário de Imam Reza, em Mashhad. O enterro ocorreu após dias de cortejo público pelo Irã e Iraque, reunindo milhares de fiéis que manifestaram apoio e pediram vingança contra o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
A cerimônia marcou o fim de um período de espera, pois as autoridades iranianas preservaram o corpo de Khamenei e de quatro parentes por quatro meses. Inicialmente, o funeral foi adiado no início de março por questões de logística e segurança, sendo anunciado oficialmente no começo de junho, segundo a imprensa estatal.
O porta-voz do comitê organizador, Iman Attarzadeh, declarou que os corpos foram preservados em conformidade com as normas religiosas e legais. Ele não detalhou o método de preservação, mas a tradição islâmica proíbe mutilações pós-morte.
Um historiador iraquiano, Omar Mohammed, comentou que o mais provável é que o corpo tenha sido mantido em câmara frigorífica. Ele explicou que a lei islâmica xiita permite adiar o enterro e preservar o corpo por refrigeração em situações excepcionais, como a de um líder supremo.

