O Instituto Rio Metrópole (IRM) passou por reestruturações administrativas, incluindo a exoneração de trinta ocupantes de cargos comissionados, duas semanas após uma operação do Ministério Público. A medida ocorre após a investigação de um esquema que desviou R$ 86,28 milhões de recursos públicos.
O governo do Rio publicou medidas para reestruturar a autarquia, que deveria planejar políticas públicas para a Região Metropolitana fluminense. A ação do Ministério Público, deflagrada no dia 9, investigou um esquema de desvio de recursos, denunciando onze pessoas por crimes como organização criminosa e corrupção passiva.
A denúncia aponta que o esquema utilizou contratos do IRM entre julho de 2022 e maio de 2026, movimentando um total de R$ 86,28 milhões. Segundo o Ministério Público, os valores eram transferidos para uma entidade sem estrutura operacional compatível, de onde o dinheiro era sacado em espécie.
Em paralelo à mudança de pessoal, que viu a nomeação de Paulo César Silva Costa e Vicente de Paula Loureiro para diretorias, o Estado suspendeu o pagamento de todos os contratos em andamento no IRM. A análise deve ser concluída em 30 dias por um grupo de trabalho formado pelo IRM e pela Controladoria-Geral do Estado (CGE).


