O governo de Israel anunciou a expansão de assentamentos em territórios palestinos ocupados, com planos de criar novas colônias na Faixa de Gaza e aumentar a presença na Cisjordânia. As medidas, apresentadas pelo ministro da Defesa, Israel Katz, e pelo ministro das Finanças, Bezalel Smotrich, visam consolidar o controle israelense sobre áreas estratégicas.
A iniciativa prevê a criação de três novos assentamentos em Gaza e a destinação de recursos superiores a US$ 400 milhões para expandir a infraestrutura e a construção de colônias na Cisjordânia ocupada. Segundo autoridades israelenses, os projetos buscam firmar a presença do país em regiões consideradas vitais para sua segurança.
Em Gaza, Katz confirmou a intenção de instalar postos do tipo Nahal, que unem presença militar e colonização civil, em áreas do norte que foram desmanteladas durante a retirada unilateral de 2005. Na Cisjordânia, o plano foca no fortalecimento de assentamentos existentes e de postos avançados, muitos construídos sem autorização estatal.
O comandante militar israelense para a região, major-general Avi Bluth, declarou que esses grupos de colonos passaram a ser considerados “parceiros de segurança”. Essa afirmação gerou críticas de organizações de direitos humanos, que apontam o envolvimento de parte dos colonos em violência contra comunidades palestinas. Entidades civis estudam acionar a Justiça contra o apoio institucional a grupos extremistas.
Organizações internacionais de direitos humanos afirmam que a expansão dos assentamentos configura uma estratégia gradual de anexação da Cisjordânia. Elas relatam que a combinação de novas construções, desapropriações e restrições de circulação provoca o deslocamento de comunidades palestinas e reduz as chances de um Estado palestino viável.

