A conversão de planos 401(k) tradicionais para Roth deve ocorrer antes do início dos saques obrigatórios (RMDs) para evitar altas taxas fiscais e encargos de Medicare. Especialistas apontam que o período ideal para essa mudança se encerra mais cedo do que muitos investidores esperam, devido ao crescimento composto dos saldos.
Um cenário ilustrativo mostra que um saldo de 1,5 milhão de dólares em um 401(k) tradicional, aos 62 anos, pode atingir cerca de 2,85 milhões de dólares aos 73 anos, mesmo sem novas contribuições, assumindo um retorno anual de 6%. O primeiro saque obrigatório (RMD) aos 73 anos, conforme a Tabela de Vida Útil Uniforme do IRS, será de aproximadamente 107.000 dólares no primeiro ano, com a porcentagem exigida aumentando anualmente.
A inação gera um risco fiscal significativo. O RMD pode elevar a renda bruta ajustada modificada (MAGI) acima dos limites de IRMAA do Medicare. Em 2026, o primeiro patamar de IRMAA é de 109.000 dólares para solteiros e 218.000 dólares para casais. A combinação de RMD, tributação da Previdência Social e IRMAA pode levar a uma alíquota marginal efetiva próxima de 40% sobre o valor do saque.
A conversão voluntária, realizada entre os 62 e 72 anos, permite ao investidor controlar a renda tributável. A conversão de 1 milhão para 1,5 milhão de dólares ao longo de oito anos custa 22% em impostos, uma taxa menor do que o risco de saques forçados futuros, que podem chegar a 24% ou 32%, somados aos encargos do Medicare.

