A primeira-dama Rosângela Lula da Silva afirmou, nesta segunda-feira (13), que o apelido de “gastadeira”, usado nas redes sociais, representa “exemplo da misoginia pura”. Ela justificou o uso de classe executiva em viagens por motivos de segurança, enquanto o Tribunal de Contas da União (TCU) arquivou quatro processos sobre gastos internacionais desde 2023.
A primeira-dama declarou que segue regras de deslocamento definidas para sua proteção, e que a Polícia Federal é responsável pela segurança em caso de incidentes. Ela também mencionou que busca se hospedar em embaixadas brasileiras durante viagens internacionais por questões logísticas e de segurança.
Rosângela Lula da Silva comentou que a sociedade brasileira “nunca teve uma primeira-dama que trabalhasse efetivamente”, pois exerce atividades diárias no Palácio do Planalto, participa de reuniões e mantém agenda pública. Ela também cobrou a aprovação de projeto de lei que tipifica o crime de misoginia, aguardando votação na Câmara dos Deputados.
Em paralelo, o TCU arquivou, por unanimidade, em 1º de abril de 2026, quatro processos movidos por congressistas de oposição. Os pedidos questionavam o uso de aeronaves da Força Aérea Brasileira (FAB) e passagens executivas. O ministro Bruno Dantas, relator do caso, afirmou que não há indícios de desvio de finalidade no uso de recursos públicos.

