Pesquisa realizada pelo Espro com 1.874 jovens paulistas aponta que, apesar do uso frequente de inteligência artificial em estudos e trabalho, a maioria considera sua preparação para lidar com a tecnologia insuficiente. O levantamento mostra que os jovens veem a IA como aliada, mas sentem falta de orientação formal.
O estudo indica que mais de um terço dos entrevistados sente falta de orientação para usar as ferramentas de IA de maneira adequada. Apenas um em cada três relatou ter recebido a preparação necessária, enquanto 15% avaliam que a formação atual não ensina o que é preciso. Quase metade dos jovens (49%) afirma usar essas ferramentas para tarefas básicas.
Alessandro Saade, diretor-executivo do Espro, comentou que um ponto relevante da pesquisa é a percepção dos jovens sobre a tecnologia. Ele disse que “o jovem não percebe a IA como ameaça e isso é muito importante. O importante é ele aprender a usar de maneira ética, cuidadosa e séria”.
Os jovens entrevistados descreveram o uso da IA em suas rotinas. Um aprendiz de logística afirmou usar a ferramenta para auxiliar em pesquisas escolares e no gerenciamento de rotas de entrega. Uma estudante de design gráfico ressaltou a necessidade de checagem das informações geradas, pois “não posso confiar 100% nela, porque às vezes ela traz alguma informação que não é 100% exata”.

