O JPMorgan retomou a cobertura das ações da Bradsaúde (SAUD3) com recomendação de compra, estabelecendo preço-alvo de R$ 19. A decisão ocorre após um período de restrição ligado à incorporação de operações de saúde do Grupo Bradesco pela Odontoprev. Às 10h10, as ações subiam 1,53%, cotadas a R$ 15,24.
A Bradsaúde, plataforma de saúde do Bradesco, abrange seguros médicos e odontológicos, prestação de serviços e tecnologia. A empresa conta com aproximadamente 4 milhões de beneficiários de planos de saúde e mais de 9 milhões de beneficiários odontológicos. Segundo a equipe de analistas liderada por Joseph Giordano, a tese de investimento se baseia em resultados defensivos, potencial de ganho de mercado e geração consistente de dividendos.
O preço-alvo de R$ 19 foi calculado por avaliação por soma das partes (SOTP), utilizando modelos de fluxo de caixa descontado (DCF) e dividendos descontados (DDM). O JPMorgan projeta que a Bradsaúde pode oferecer um dividend yield entre 7% e 8%, com crescimento anual composto de cerca de 9% no lucro por ação (EPS) até 2030.
O banco aponta o segmento de planos de saúde premium como principal motor. A Bradsaúde detém cerca de 22% de um mercado estimado em R$ 187 bilhões. Além disso, a rede corporativa do Bradesco pode acelerar a aquisição de clientes no mercado de planos empresariais para pequenas empresas, que ainda é pouco explorado.


