O julgamento do processo que pode manter a licitação de R$ 12 milhões para a gestão do Instituto de Assistência à Saúde e Social dos Servidores Municipais (Imas) foi adiado nesta quarta-feira, 15. O conselheiro Valcenôr Braz de Queiroz, presidente da Segunda Câmara e diretor da 1ª Região do Tribunal de Contas dos Municípios (TCM), pediu vista, suspendendo a análise do caso.
O prefeito Sandro Mabel havia manifestado expectativa positiva sobre o julgamento. Em declaração feita na terça-feira, 14, ele afirmou que os argumentos apresentados ao Tribunal seriam suficientes para garantir a continuidade do processo licitatório. O gestor defendeu a contratação no TCM no dia 1º de julho, alegando que o Imas enfrenta um déficit acumulado próximo a R$ 230 milhões. Em 2024, o instituto registrou um déficit de R$ 61 milhões.
A administração informou que, entre janeiro e maio de 2026, o resultado negativo foi reduzido para R$ 6,2 milhões, com arrecadação de R$ 80,2 milhões. O prefeito reiterou que, caso a licitação não seja aprovada, o Imas será extinto, e o município passará a oferecer plano de saúde privado aos servidores. O processo licitatório é visto como essencial para a reorganização do instituto.
Em março, o TCM havia suspendido a homologação da licitação, apontando “graves indícios de irregularidades” e determinando que a prefeitura convocasse aprovados no último concurso da Saúde. Com o pedido de vista, o futuro do Imas permanece indefinido.

