Os juros futuros registraram queda na maior parte da curva na segunda-feira (6), impulsionados pela redução das projeções de inflação para 2026 e pelo recuo do dólar. A melhora nas expectativas permitiu maior confiança de que o Banco Central pode manter espaço para calibrar a taxa Selic nos próximos meses.
A sessão de negociação na B3 foi marcada por baixa liquidez e poucos gatilhos econômicos, tanto no Brasil quanto no exterior. O contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2027 encerrou o pregão em 13,985%, contra 13,998% no ajuste anterior. O Boletim Focus indicou leve melhora nas projeções, com a mediana do IPCA de 2026 caindo de 5,33% para 5,30%.
Eduardo Cohn, gestor de portfólio da Heritage Capital, declarou que a interrupção da piora inflacionária, combinada com a queda do dólar, favoreceu o fechamento da curva de juros. Gabriel Mollo, analista da Daycoval Corretora, comentou que indicadores econômicos mais fracos e inflação controlada reforçam a possibilidade de um novo corte da Selic em agosto, embora tenha ressaltado a cautela do mercado sobre as incertezas fiscais.
O secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Rogério Ceron, teve declarações sobre atuação do Tesouro no mercado de NTN-B enfraquecidas nesta segunda-feira. A expectativa para o leilão desta terça-feira (7) é de que o Tesouro mantenha oferta reduzida de títulos indexados à inflação.

