Os juros futuros caíram em forte ritmo de baixa na sexta-feira (24/7), com queda de cerca de 20 pontos-base nas taxas médias e longas. O movimento foi impulsionado pelo recuo das cotações do petróleo, sinalizando otimismo sobre um possível desfecho nas negociações entre Estados Unidos e Irã.
A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2027 recuou de 14,023% para 13,96%. O petróleo Brent, referência para a Petrobras, fechou em US$ 96,78 o barril, após ceder cerca de 3% na sessão. Relatos indicam que o Paquistão estaria explorando um caminho para retomar as negociações entre os países, uma iniciativa liderada pela China.
Estrategistas avaliam que o alívio nos preços do óleo pode ser provisório. Um negociador diplomático comentou que, enquanto o fluxo em Ormuz permanecer vulnerável, a curva de juros continuará incorporando um seguro contra a retomada de ataques. O CEO da Azumi Investimentos avalia que o Banco Central deve cortar a Selic em agosto, mas sem definir orientação.
Em painel, o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, afirmou que o ambiente atual exige manter a taxa Selic em nível restritivo por período prolongado. Economistas apontam que a mensagem do BC permaneceu consistente com a estratégia de manter elevado grau de dependência de dados antes de tomar qualquer decisão.

