Os juros futuros aceleraram em bloco na sexta-feira (17/7) devido à aversão ao risco internacional. A alta foi impulsionada pela elevação do petróleo Brent a US$ 88 e pela continuidade dos ataques entre Estados Unidos e Irã no Estreito de Ormuz.
A movimentação na curva a termo foi amplificada pela liquidez enxuta e por posições defensivas adotadas antes do fim de semana. Com o fechamento dos negócios, a taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2027 subiu de 13,872% para 13,96%. O DI para janeiro de 2029 saltou para 14,335%.
Economistas apontam a geopolítica como fator de reversão na dinâmica de juros. Marcelo Fonseca, economista-chefe da CVPAR, afirmou que a pauta da guerra retornou com força na precificação dos mercados após a divulgação dos índices de inflação. Ele comentou que a puxada do petróleo causou reversão na dinâmica anterior.
Kimberley Sperrfechter, economista sênior para mercados emergentes da América Latina na Capital Economics, alertou que uma nova alta do preço do petróleo pode pressionar a inflação. Ela ressaltou que essa disparada ameaça a projeção de corte de 0,25 ponto percentual da Selic em agosto.
Em outro dado, o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) subiu 0,1% entre abril e maio. O dado, que mede o crescimento do PIB no segundo trimestre, superou o consenso de mercado, que previa um recuo de 0,2%.

