As taxas dos juros futuros fecharam em alta na quinta-feira, refletindo o avanço dos rendimentos dos Treasuries nos Estados Unidos, o anúncio de uma nova tarifa de 25% sobre produtos brasileiros e o leilão de títulos do Tesouro.
A taxa do Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2028 atingiu 13,91%, registrando alta de 6 pontos-base. O movimento foi impulsionado por fatores externos e domésticos. Os rendimentos dos Treasuries ganharam força após os EUA divulgarem dados que sugeriram uma economia resiliente, como o aumento de 0,2% nas vendas no varejo em junho.
Além dos indicadores americanos, a taxa de juros reagiu ao anúncio do Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR) sobre a tarifa de 25% em produtos brasileiros, que terá início em 22 de julho. A cobrança pode afetar setores específicos da economia nacional e o fluxo de dólares.
O mercado também absorveu o resultado do leilão semanal de títulos prefixados do Tesouro, no qual foram vendidos 22,05 milhões de Letras do Tesouro Nacional (LTNs) e 2,65 milhões de Notas do Tesouro Nacional — Série F (NTN-Fs). A venda de títulos pelo Tesouro tende a gerar impacto altista nas taxas dos títulos e na curva de DIs.

