O Tribunal de Justiça de São Paulo aceitou o pedido de recuperação judicial do Grupo Toky, que possui as redes de móveis Tok&Stok e Mobly. A decisão suspende todas as execuções contra a empresa por 180 dias, incluindo penhora e busca e apreensão.
A medida, que já havia sido decidida pela 3ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais do Foro Central Cível, obriga o grupo a apresentar contas até o dia 30 de cada mês, sob pena de destituição de seus controladores e administradores. A proteção judicial abrange todas as execuções, exceto os créditos não sujeitos ao processo de recuperação.
O Grupo Toky reportou uma dívida de R$ 1,1 bilhão. A companhia atribui a crise a fatores como juros elevados, retração do consumo de bens duráveis e encargos trabalhistas acumulados entre 2022 e 2025. A situação se agravou após o bloqueio de R$ 77 milhões em recebíveis de cartão pela instituição financeira SRM.
O grupo nasceu da fusão entre a Mobly, varejista digital fundada em 2011, e a Tok&Stok, rede criada em 1978 pelo casal francês Régis e Ghislaine Dubrule. A crise ocorre em um contexto de dificuldade para o varejo de móveis, pressionado pela taxa de juros e pelo crédito restritivo.

