A Justiça do Rio de Janeiro determinou o bloqueio de mais de R$ 19,7 milhões em ativos financeiros de uma investigada. A medida, que avança no processo contra a administradora de irmandades religiosas do Centro do Rio, foi conduzida pela 2ª Vara Especializada em Organização Criminosa.
O bloqueio judicial, efetivado pelo sistema SISBAJUD, atingiu valores superiores a R$ 19.770.919,42 em nome da investigada. Além disso, foram aplicadas restrições a veículos por meio do sistema RENAJUD. O caso investiga a administração de entidades como a Irmandade de São Brás e a Ordem Terceira da Boa Morte, que podem ter acumulado riqueza.
A investigação, conduzida pelo juiz Renan de Freitas Ongaratto, apura irregularidades na gestão das irmandades. Detalhes do processo incluem a propriedade de imóveis no Leblon por valores abaixo do mercado e o desaparecimento de imagens sacras tombadas. A administradora também foi investigada anteriormente pelo exercício ilegal da profissão de dentista.
A intervenção judicial visa assegurar a continuidade administrativa das instituições, cujos bens devem ser destinados ao culto. O caso ganhou notoriedade após reportagens que apontaram o abandono do patrimônio histórico e a concentração da administração na família da investigada.

