O Ministério Público da Bolívia determinou, nesta quarta-feira, a prisão do ex-presidente Evo Morales. Ele é investigado por supostamente liderar os protestos que paralisaram a nação andina por mais de 50 dias. O mandado refere-se a investigações sobre dezenas de bloqueios de estradas erguidos durante o período de crise.
As manifestações, que ocorreram entre maio e junho, foram motivadas pela pior crise econômica enfrentada pela Bolívia em décadas. Os protestos, iniciados por trabalhadores e comunidades indígenas, evoluíram para exigências de renúncia do presidente Roberto Paz, apoiado pelos Estados Unidos. O procurador-geral Roger Mariaca informou que a investigação teve origem em uma denúncia por “levante armado” e “terrorismo”, endossada por uma ala do governo.
Morales, primeiro presidente indígena da história boliviana, está escondido em seu reduto político de Chapare para evitar um processo separado. Nesse processo, ele é acusado de tráfico de uma menor de idade, acusação que ele nega. Anteriormente, o presidente Paz havia decretado estado de emergência em junho, o que permitiu mobilizar as Forças Armadas e proibir manifestações.


