A polícia de Deli levou o ativista climático indiano Sonam Wangchuk a um hospital em 18 de julho, em cumprimento a uma determinação do Tribunal Superior da capital. Wangchuk completou 20 dias de greve de fome para pressionar a renúncia do ministro da Educação, Dharmendra Pradhan, por irregularidades em exames de ingresso em cursos de medicina.
O ativista, que também lidera campanhas por mudanças no território de Ladakh, desafia publicamente o governo do primeiro-ministro Narendra Modi. O movimento ganhou apoio em diversas regiões do país e repercussão na mídia. A greve de fome iniciou-se em meio à suspeita de vazamento de exames de medicina e odontologia, o que levou a National Testing Agency a cancelar a prova inicial. Mais de 2 milhões de estudantes precisaram refazer o exame sob novas medidas de segurança.
Apesar da internação, apoiadores contestaram a ação policial, afirmando que o ativista foi levado à força. O médico pessoal de Wangchuk, Satish Lamba, informou que o estado de saúde do ativista está estável, mas alertou para o risco de hipocalemia. O deputado Sanjay Raut criticou a decisão, afirmando que a ação policial configurou “ditadura”, visto que a greve visava proteger o futuro dos estudantes.

