A Justiça dos Estados Unidos apreendeu o celular do presidente da Associação do Futebol Argentino (AFA) antes de seu retorno ao país. A ação faz parte de uma investigação sobre movimentações financeiras milionárias da entidade, que envolve supostas empresas fantasmas em um contrato de 2021.
O tribunal americano apura transações financeiras da entidade máxima do futebol argentino, que incluem supostas empresas fantasmas ligadas a um contrato comercial firmado em 2021 com a TourProdEnter, empresa de propriedade do produtor teatral Javier Faroni. Segundo a imprensa argentina, a apreensão ocorreu antes do retorno do presidente da AFA.
A AFA emitiu um comunicado negando a apreensão do celular do presidente e do tesoureiro, Pablo Toviggino. A entidade afirmou que o documento judicial não impõe medidas pessoais ou obrigações processuais contra as autoridades. A investigação, segundo a AFA, envolve Faroni e o empresário Diego Adrián Lucero, apontado como um dos supostos laranjas em uma compra de mansão em Pilar, na Argentina.
A Associação esclareceu que a convocação emitida pelo Tribunal Distrital dos Estados Unidos para o Distrito Sul da Flórida é destinada a um terceiro, e não ao presidente ou ao tesoureiro. A AFA solicitou aos veículos de comunicação que verifiquem o conteúdo dos documentos antes de publicar informações imprecisas, reservando-se o direito de tomar medidas legais contra a divulgação de falsidades.

