A Justiça encerrou nesta quarta-feira (8) a coleta de provas no processo contra o tenente-coronel acusado de matar a esposa, uma policial militar, em fevereiro deste ano. Detalhes sobre a investigação foram apresentados por bombeiros e policiais militares.
O processo contra o tenente-coronel foi encaminhado à Justiça comum pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) em abril, após entender que o crime não possuía natureza militar. O acusado permanece preso preventivamente no Presídio Militar Romão Gomes, na Zona Norte da capital.
Testemunhas de acusação relataram detalhes da violência. Uma sargento, colega de trabalho da vítima, disse que a policial militar havia perguntado se ela acreditava que o marido teria coragem de matá-la. O sargento do Corpo de Bombeiros, que foi um dos primeiros no apartamento no Brás, comentou sobre a posição da arma encontrada na mão da vítima, afirmando que a cena era incomum.
A investigação, conduzida pela Polícia Civil e pela Corregedoria da Polícia Militar, concluiu que o marido cometeu o assassinato. Até o momento, 30 pessoas foram ouvidas, incluindo a filha da vítima, de 7 anos. O depoimento do tenente-coronel está agendado para o dia 28 de agosto.

