A Justiça de São Paulo homologou nesta quinta-feira (30) o plano de recuperação extrajudicial da Raízen. A medida visa reestruturar aproximadamente R$ 61,4 bilhões em dívidas financeiras da companhia. A decisão, tomada pela 3ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais, torna as novas condições válidas para todos os credores alcançados pelo processo.
O plano obteve apoio de credores que representam 81,6% dos créditos sujeitos à recuperação, e a companhia informou que nenhum credor apresentou contestação ao pedido. Inicialmente, em março, a Raízen pretendia reestruturar cerca de R$ 65,1 bilhões em dívidas financeiras sem garantia específica.
Com a aprovação judicial, a Raízen executará medidas que incluem a conversão de créditos em participação acionária, por meio de units, e a emissão de novos títulos de dívida com garantias. O plano também prevê um aumento de capital entre R$ 3,5 bilhões e R$ 4 bilhões, com aporte previsto da Shell Brasil Petróleo.
A empresa planeja realizar reorganizações societárias, separando os negócios de distribuição de combustíveis e de energia, além de vender ativos. A Aguassanta Participações, controlada pela família de Rubens Ometto, pode aderir à operação. A companhia deve divulgar os documentos detalhando as opções de pagamento para cada credor.

