A Justiça do Paraná manteve a prisão preventiva de um homem após ele ser flagrado chutando o rosto de sua filha de três anos no sudoeste do estado. A decisão, tomada após audiência de custódia na quinta-feira (9), mantém o indivíduo detido enquanto a Polícia Civil investiga o caso, que agora inclui suspeita de agressão a um enteado de cinco anos.
A Defensoria Pública do Estado do Paraná (DPE-PR) confirmou a atuação apenas no ato da audiência de custódia, esclarecendo que a instituição não atua na fase de inquérito policial. A Polícia Civil tem dez dias para concluir a investigação, que começou com o incidente capturado por câmera de segurança no domingo (5) e que circulou em redes sociais.
Segundo o delegado Anderson Andrei, a prisão preventiva foi autorizada devido a indícios de que o menino de cinco anos também teria sido alvo de agressão no rosto semanas antes, embora não haja boletim de ocorrência registrado sobre esse fato. Após o vídeo do chute circular, a mãe da menina registrou o boletim de ocorrência na terça-feira (7), e o homem deve ser indiciado por lesão corporal em contexto de violência doméstica.
O homem prestou depoimento na quarta-feira (8) sobre o incidente, alegando que a agressão foi motivada pelo choro da criança, mas não foi preso naquele momento. No dia seguinte, a prisão preventiva foi decretada sob a justificativa de que a investigação apontou indícios de que a agressão não foi a única cometida por ele. A menina foi submetida a exame de lesão corporal, e a perícia aguarda conclusão do laudo.

