A Justiça determinou a prisão preventiva de uma diarista suspeita de matar um casal de idosos com facadas em Minas Gerais. A juíza Juliana Beretta Pinto declarou que não há elementos que comprovem patologia psiquiátrica ou incapacidade da acusada de entender o caráter ilícito dos atos.
A decisão, proferida após audiência de custódia, refutou as alegações da acusada de que cometeu os crimes durante um surto psicótico. Segundo a magistrada, os laudos periciais não indicaram resquícios de medicamentos psiquiátricos ou entorpecentes na urina e sangue da suspeita. Nenhum documento apresentado pela defesa demonstrou que ela fosse portadora de patologia que a tornasse semi-imputável ou inimputável.
A acusada, que foi presa em Itabira, confessou o crime e afirmou ter ouvido “vozes”. Ela alegou ter colocado comprimidos de um calmante na bebida servida ao casal antes dos assassinatos. A investigação aponta a linha de latrocínio, visto que foram furtados joias e dinheiro do apartamento.
A defesa da acusada informou que ela possui um diagnóstico relacionado à saúde mental, mas aguarda acesso aos documentos para formalizar um pedido de insanidade mental. A perícia continuará os trabalhos para determinar a quantidade exata de golpes sofridos pelas vítimas.

