A Kering, grupo francês de luxo, registrou crescimento de 1% na receita no segundo trimestre, alcançando 3,65 bilhões de euros (US$ 4,15 bilhões). O resultado interrompe uma sequência de seis trimestres consecutivos de queda e reflete os primeiros efeitos da reestruturação liderada pelo CEO Luca de Meo.
O desempenho do grupo superou a projeção de 3,63 bilhões de euros dos analistas consultados pela Visible Alpha. Em bases comparáveis, desconsiderando variações cambiais e de portfólio, a receita cresceu 2% em relação ao mesmo período do ano passado. A companhia afirmou que o avanço sinaliza o fortalecimento das marcas após as mudanças estratégicas implementadas.
A principal marca, Gucci, registrou receita de 1,41 bilhão de euros, o que representa uma queda de 3% em relação ao segundo trimestre de 2025. Contudo, as vendas comparáveis nas lojas próprias da Gucci recuaram 2%, mas apresentaram uma melhora de 7 pontos percentuais frente ao trimestre anterior, o avanço sequencial mais forte da marca.
A retomada do crescimento ocorre após a chegada de Luca de Meo, que assumiu o comando em setembro de 2025. Ele liderou uma reestruturação focada em recuperar a competitividade das marcas. O lucro operacional recorrente no primeiro semestre somou 921 milhões de euros (US$ 1,05 bilhão), permanecendo estável em relação ao ano anterior.

