A Kinea Investimentos questiona se o ciclo de investimentos em inteligência artificial, que se aproxima de US$ 1 trilhão por ano, gerará retornos consistentes para acionistas. A gestora compara o setor a ‘Devoradores de Estrelas’, alegando que a tecnologia consome caixa das empresas e investidores.
Segundo relatório da gestora, o crescimento do investimento em IA nasceu da combinação do uso massivo de GPUs e da arquitetura Transformer, que permitiram o rápido crescimento dos modelos de linguagem. Essa dupla criou uma espiral de gastos, pois modelos maiores exigem mais chips, que demandam mais data centers, energia e capital.
A gestora aponta que o risco varia conforme a camada da cadeia. Nos modelos, o perigo é a comoditização, com modelos de código aberto chineses reduzindo o preço médio. Já nas hyperscalers, como Amazon e Microsoft, o problema é a concorrência crescente. A Kinea afirma que a infraestrutura física, que inclui chips e memória, representa o elo mais forte, pois seus fornecedores recebem o capital no presente.
A Kinea conclui que a pergunta não é se a IA será importante, mas sim quem capturará o valor. A gestora prefere posições nos gargalos da cadeia, que já capturam o caixa do sistema, em vez de apostas em modelos e provedores de nuvem, onde o retorno permanece incerto.


