O tratamento com Laser de CO2 provoca uma resposta de regeneração da pele que pode gerar vermelhidão, sensibilidade e descamação nos primeiros dias. A cirurgiã plástica Maiéve Corralo, membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), detalhou que essa reação faz parte do processo de renovação estimulado pela tecnologia.
Segundo a especialista, o Laser de CO2 fracionado atua criando micro pontos de coagulação na pele. A profundidade e a distância desses pontos são programadas pelo médico conforme a necessidade de cada paciente. Esse estímulo controlado desencadeia um intenso processo de cicatrização e renovação tecidual, envolvendo a remoção de camadas superficiais e a formação de novo tecido.
O procedimento é indicado para diversas queixas, como linhas finas, rugas superficiais, poros dilatados, cicatrizes de acne e perda de firmeza. A intensidade e a frequência das aplicações variam conforme o objetivo do tratamento e a avaliação individual do paciente.
A especialista orienta que a proteção solar é fundamental durante a recuperação. “O paciente precisa evitar sol direto por pelo menos 30 dias após a sessão. Esse cuidado é fundamental para que a pele cicatrize adequadamente e para reduzir o risco de alterações de pigmentação”, disse a médica. O tratamento também pode ser potencializado com ativos da medicina regenerativa, como PDRN e exossomos.

