A fotobiomodulação, conhecida como laser terapêutico, consolida-se como abordagem complementar ao tratamento do Transtorno do Espectro Autista (TEA) no Brasil. A técnica utiliza comprimentos de onda específicos para modular o sistema nervoso, auxiliando na redução da neuroinflamação. Especialistas afirmam que o método potencializa terapias convencionais, mas não as substitui.
A técnica atua em processos celulares, como a redução do estresse oxidativo, e é vista como um suporte biológico para intervenções multidisciplinares, como Fonoaudiologia e Terapia Ocupacional. O Instituto Laserplay, fundado por uma profissional após experiência familiar, capacitou mais de mil profissionais em diversas modalidades de laserterapia.
Apesar dos avanços, a expansão da técnica exige cautela. Segundo a Dra. Viviane Cristiano, sem conhecimento aprofundado em dosimetria, o tratamento pode gerar efeito rebote, aumentando irritabilidade e crises sensoriais. A instituição, em parceria com fornecedores, desenvolveu equipamentos sem sinais sonoros para atender pacientes com hipersensibilidade.
Os especialistas reforçam que a fotobiomodulação não é cura para o TEA, condição do neurodesenvolvimento. O objetivo das terapias integrativas é favorecer a autonomia e a qualidade de vida, sempre com base em evidências científicas e respeito às características individuais de cada paciente.


