Dispositivos de LED facial, em formatos de máscaras, boosters e massageadores, estão em alta nas redes sociais, impulsionados pela tendência k-beauty. Os aparelhos prometem estimular colágeno e reduzir inflamações na pele. Médicos atestam o respaldo científico da ledterapia, mas alertam sobre a necessidade de cautela com a qualidade dos produtos no mercado.
A dermatologista Juliana Neiva confirmou o respaldo científico da ledterapia, também conhecida como fototerapia. Contudo, a médica ressalta a preocupação com a qualidade e a potência das fontes de luz, visando evitar irritações ou queimaduras em peles sensíveis. Segundo ela, o uso desses dispositivos deve ser considerado um complemento, e não um tratamento definitivo.
A cor do LED determina a função do aparelho, conforme explica a dermatologista Katleen da Cruz Conceição, do Grupo Paula Bellotti. Ela afirmou que o LED vermelho auxilia na cicatrização e no estímulo de colágeno, enquanto o azul foca no controle de lesões inflamatórias e acne. O infravermelho é usado para reduzir inflamação e reparar tecidos.
No setor comercial, a marca Lalume, de Bruna Brunetta, utiliza a máscara de LED como produto principal. A máscara custa R$ 2.889, possui 220 pontos de luz e tem indicação de uso de dez minutos, até duas vezes ao dia. A empresária revelou que a receita da empresa cresceu 98% ao comparar os primeiros seis meses de 2025 com os de 2026.

