Um ano após o falecimento de Preta Gil, as marcas de sua trajetória permanecem ativas no debate nacional. A cantora utilizou sua plataforma para discutir publicamente seu tratamento contra um tumor colorretal, defender a população LGBTQIAPN+ e promover o letramento racial.
A influência da cantora se estende além da música. Especialistas comentaram como ela moldou o imaginário de uma mulher preta, gorda e LGBTQIAPN+. Uma historiadora relembrou que Preta Gil tinha a missão de elevar a existência dela e de outras pessoas, impactando a comunidade e a indústria cultural.
A imagem da cantora sempre celebrou suas escolhas e seu corpo. Em 2003, o primeiro disco, “Prêt-à porter”, apresentava uma foto em preto e branco de seu corpo nu, com 68 quilos, desafiando a gordofobia da época. Além disso, a cantora foi a Congresso, em Brasília, em 2011, para defender mudanças no casamento de pessoas do mesmo sexo.
No âmbito da saúde, Preta Gil dividiu sua condição de câncer colorretal, descoberta em janeiro de 2023. Uma psicóloga afirmou que esse compartilhamento ajudou a colocar na ordem do dia dados e casos do terceiro tipo de câncer mais comum no país, um tema pouco falado culturalmente.

