O governo utiliza a ampliação de leilões de rodovias como estratégia para reduzir o custo logístico do Brasil e aumentar a competitividade econômica. O ministro dos Transportes, George Santoro, declarou que o país gasta 15% do Produto Interno Bruto (PIB) com logística, e a meta é reduzir esse percentual para 6%.
Segundo Santoro, investimentos em rodovias podem diminuir o tempo de transporte, reduzir perdas de cargas e melhorar a segurança viária, o que alivia custos incorporados aos preços dos produtos. Ele citou a Rodovia Régis Bittencourt, que liga São Paulo a Curitiba, como exemplo de gargalo. A empresa EPR venceu o leilão da concessão após oferecer desconto de 22,53% sobre a tarifa básica de pedágio.
O ministro explicou que o modelo de financiamento mudou, dependendo mais de investidores privados. Ele afirmou que este ano o volume de recursos aplicados em projetos de leilões deve atingir R$ 60 bilhões, provenientes de títulos como debêntures de infraestrutura. Santoro disse que o governo realizou 25 leilões rodoviários, permitindo que 18 novos grupos disputassem concessões.
Além disso, o governo busca capital estrangeiro, apresentando projetos a fundos soberanos e investidores internacionais. Santoro comentou que o dinheiro externo traz juros menores, o que ajuda a viabilizar os investimentos no Brasil. Ele declarou que a meta de redução do custo logístico é ambiciosa, mas necessária para a economia.

