Um líder de negócios de Software as a Service (SaaS) afirmou que o antigo fosso de proteção de software contra a inteligência artificial (IA) foi destruído. Segundo Adam Field, diretor de IA da Tungsten Automation, o valor das empresas migra do código para a expertise de domínio e a transferência de risco.
Field observou que o temor de que modelos de linguagem possam gerar software funcional sob demanda enfraquece a premissa de que custos de troca e funcionalidades acumuladas mantêm clientes presos. Ele relatou ter reescrito um aplicativo de produtividade com 20 anos de código em apenas três dias, utilizando a ferramenta Cursor.
O diferencial tradicional de SaaS, ser um ‘sistema de registro’ onde os dados da empresa residem, está sendo erodido por ferramentas que replicam esquemas e reconstroem funcionalidades rapidamente. Contudo, Field rebateu o pessimismo ao citar o processamento de faturas em 140 países, um caso que exige capital regulatório, e não apenas capital de software.
O fosso durável, segundo o especialista, reside na combinação de profunda experiência de domínio e na transferência de risco. Ele declarou que o fornecedor deve ser legal, operacional ou financeiramente responsável se algo der errado. As empresas com maior chance de sucesso venderão expertise, e não apenas código.

