O presidente nacional do PL afirmou nesta terça-feira, 14, que considera natural a interferência de dirigentes partidários na definição do destino de emendas parlamentares. O dirigente é investigado pela Polícia Federal por suspeita de desviar 21 emendas, e o ministro do STF Flávio Dino bloqueou até R$ 119 milhões em seus bens.
O dirigente partidário defendeu a atuação de presidentes de partidos para apontar a execução de emendas. Segundo ele, o presidente do partido possui visão nacional, enquanto o deputado foca em sua base local. Ele relatou receber emendas de parlamentares e direcioná-las a prefeitos ou deputados com necessidade de recursos.
O ministro do STF Flávio Dino determinou o bloqueio de bens do dirigente, citando prejuízo aos cofres públicos. Dino declarou que “não restam dúvidas de que as ações ora investigadas causaram prejuízo ao erário”, pois um terceiro sem atuação no parlamento teria ingerência no orçamento público.
A defesa do dirigente afirmou que a decisão do ministro se baseia em “premissas frágeis, inferências subjetivas e de uma indevida criminalização da atividade político-partidária”, defendendo que a atuação do presidente do PL junto à bancada é legítima.

