Lockheed Martin e Boeing divulgaram resultados do primeiro trimestre de 2026, apresentando cenários operacionais distintos. A Lockheed Martin, focada em defesa, registrou ajustes desfavoráveis em programas, mas manteve a orientação. Já a Boeing, apesar do aumento de entregas comerciais, reportou prejuízo operacional na divisão de aeronaves civis.
A Lockheed Martin contabilizou US$ 125 milhões em ajustes não favoráveis relacionados ao F-16, além de pressão de programas como C-130, CH-53K e Seahawk. O lucro por ação (EPS) atingiu US$ 6,44, ficando abaixo da expectativa de US$ 6,6957, e a margem do segmento diminuiu de 11,6% para 10,1%. Em contrapartida, a divisão de Aeronaves Comerciais da Boeing teve receita 13% maior, impulsionada por 143 entregas, mas registrou um prejuízo operacional de US$ 563 milhões, com margem negativa de 6,1%.
O CEO da Lockheed Martin, Jim Taiclet, mencionou que a empresa firmou acordos de estrutura para mísseis Patriot avançados, THAAD e PrSM, visando aumentar a produção em três a quatro vezes. Isso se alinha à solicitação do Pentágono para o ano fiscal de 2027, que pede US$ 13.960 milhões para PAC-3 MSE e US$ 11.435 milhões para THAAD. A Boeing, por sua vez, focou na estabilização, e conseguiu reduzir sua dívida consolidada para US$ 47,2 bilhões, em queda de US$ 54,1 bilhões.
Analistas apontam que a estrutura da Lockheed Martin é mais estável, com um beta de 0,106 e rendimento de dividendo de 2,67%, sustentada por um orçamento recorde de munições. A tese de investimento na Boeing depende da certificação de modelos como o 777-9 e da reversão das margens comerciais para positivo.

