A Ericsson, fabricante de equipamentos de telecomunicações sediada na Suécia, registrou queda de 44% no lucro líquido no primeiro semestre de 2026. O resultado, que somou 4,963 bilhões de coroas suecas, foi pressionado por encargos de reestruturação e pela redução nas receitas de licenciamento de patentes.
As vendas líquidas da companhia recuaram 8% na mesma base de comparação, totalizando 102,022 bilhões de coroas (R$ 53,9 bilhões). O resultado operacional (EBIT) também caiu 40%, atingindo 7,362 bilhões de coroas. Segundo a Ericsson, os encargos de reestruturação no período foram de 4,4 bilhões de coroas, valor quase cinco vezes superior ao registrado em 2025.
O presidente executivo Börje Ekholm comunicou que a empresa foca em inteligência artificial para capturar a próxima fase de conectividade. Ele alertou para o aumento no custo de componentes, atribuído à demanda gerada pela expansão da inteligência artificial. A companhia prevê ajustes internos e mudanças de preços nos próximos trimestres.
A gestão da empresa passa por mudanças. Börje Ekholm deixará o cargo de CEO em 30 de setembro, sendo sucedido por Per Narvinger. Apesar da retração no lucro, a Ericsson distribuiu 8,2 bilhões de coroas a acionistas no segundo trimestre, entre dividendos e recompra de ações.

