O lucro do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) de 2025, totalizando R$ 13,042 bilhões, pode ser usado por trabalhadores para amortizar, reduzir parcelas ou quitar financiamento imobiliário. Os recursos são incorporados ao saldo total da conta, devendo o trabalhador cumprir requisitos como ter no mínimo três anos de trabalho sob o regime do FGTS.
O crédito do FGTS não é utilizado isoladamente; ele se soma ao saldo existente na conta, aos depósitos mensais e outros rendimentos. Segundo o planejador financeiro Diego Endrigo, a decisão de usar o fundo deve considerar a reserva de emergência do trabalhador. Ele afirma que, como os financiamentos costumam ter taxas superiores ao rendimento do FGTS, reduzir a dívida tende a ser financeiramente mais vantajoso.
Ao utilizar o saldo, o mutuário pode optar por diminuir o prazo restante do financiamento ou reduzir o valor das prestações. Especialistas indicam que, se o objetivo for manter o valor da parcela, a redução do prazo gera maior economia em juros. Uma simulação mostrou que, em um financiamento de R$ 200 mil, a redução do prazo pode gerar economia de cerca de R$ 75 mil em juros.
Para ter acesso aos recursos, é necessário cumprir regras específicas, como não possuir outro imóvel residencial na mesma cidade ou em raio de até 100 quilômetros. O pedido deve ser feito no banco responsável, que encaminha a solicitação à Caixa Econômica Federal para liberação.

