O produtor, diretor e roteirista Luiz Carlos Barreto faleceu aos 98 anos nesta terça-feira (22). Ele deixou um legado de mais de 80 produções que ajudaram a moldar a história do audiovisual brasileiro. Barreto consolidou uma trajetória de mais de seis décadas, atuando desde o Cinema Novo até filmes premiados internacionalmente.
A carreira de Barreto iniciou no fotojornalismo antes de migrar para o cinema no início dos anos 1960. Como diretor de fotografia, ele assinou títulos emblemáticos do Cinema Novo, como Vidas secas (1963), de Nelson Pereira dos Santos, e Terra em transe (1967), de Glauber Rocha. Em 1963, fundou a L.C. Barreto Produções Cinematográficas, empresa que se tornou referência no país.
Como produtor, Barreto alcançou grande sucesso de público com Dona Flor e seus dois maridos (1976), dirigido por Bruno Barreto. O longa atraiu quase 11 milhões de espectadores e permanece entre as maiores bilheterias nacionais. A produtora também realizou obras como Bye Bye Brasil (1980) e O Quatrilho (1995), sendo estes últimos indicados ao Oscar de Melhor Filme Internacional.
Mesmo em fases posteriores, Barreto acompanhou novos projetos, como a produção de Deus ainda é brasileiro em 2022. Sua trajetória foi documentada no filme Barretão (2019). Ele ajudou a revelar talentos e consolidou uma produtora que atravessou gerações no audiovisual.

