O presidente Luiz Inácio Lula da Silva chega ao recesso parlamentar com pelo menos 23 derrotas relevantes acumuladas desde o início do terceiro mandato. O cenário político se mostra desafiador, pois o Congresso terá poucas semanas de esforço concentrado antes das eleições.
As dificuldades do governo no Legislativo persistiram ao longo do mandato, apesar das mudanças de comando na Câmara e no Senado. O Planalto enfrentou sucessivas derrotas em votações e viu vetos serem derrubados. A articulação política sofreu reveses, como a rejeição da indicação do advogado-geral da União ao Supremo Tribunal Federal em 2026, o que aumentou o desgaste com o Senado.
A dificuldade em formar maioria levou o presidente a priorizar a eleição de senadores, buscando uma bancada alinhada ao governo. Apesar dos obstáculos, o governo alcançou vitórias, como a aprovação da reforma tributária no primeiro ano e a ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda.
Com o recesso de 18 a 31 de julho, pautas importantes, como a PEC que reduz a jornada semanal de trabalho para 40 horas e elimina a escala 6×1, devem ficar pendentes. Outras propostas, como a PEC da Segurança Pública e o marco legal da inteligência artificial, também aguardam votação após o período de pausa.

