A criminalidade é apontada por 66,8% da população como o maior problema do Brasil, segundo levantamento da AtlasIntel e Bloomberg. Em resposta à preocupação eleitoral, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva foca em inteligência policial e combate ao financiamento de facções. O senador Flávio Bolsonaro, por sua vez, aposta em propostas de endurecimento penal, como redução da maioridade penal.
A estratégia do governo federal busca combater o crime organizado pelo ‘andar de cima’, focando na rede de financiamento das organizações. Segundo a analista Bianca Lima, essa abordagem visa diferenciar a gestão de modelos baseados no confronto direto. A PEC da Segurança Pública, enviada pelo Executivo, enfrenta pouca abertura política para avançar no Senado antes das eleições de outubro, forçando o governo a priorizar ações que não dependam do Congresso.
A especialista avalia que o desafio do governo é demonstrar ao eleitor que as medidas de inteligência geram efeitos concretos no cotidiano. Em contraste, a campanha do senador Flávio Bolsonaro concentra-se na pauta tradicional da direita, com o plano ‘Brasil Sem Medo’. Este plano prevê maior encarceramento, construção de presídios de segurança máxima e progressão mais lenta das penas.
Bianca Lima afirmou que o tema da segurança pública será central nos debates. O desafio do governo será provar a eficácia do combate ao crime organizado via inteligência, enquanto a oposição buscará convencer o eleitor de que suas propostas de repressão podem gerar resultados diferentes.

