O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou uma medida provisória que destina cerca de R$ 19 bilhões em apoio a empresas brasileiras impactadas pelo tarifaço imposto pelos Estados Unidos. Os recursos, que somam R$ 14 bilhões do Tesouro e R$ 5 bilhões do BNDES, visam amparar exportadores atingidos pela nova sobretaxa.
A medida provisória, que faz parte da terceira fase do plano Brasil Soberano, alcança exportadores afetados pela Seção 232 da Trade Expansion Act, além de companhias impactadas por conflitos internacionais e setores considerados estratégicos. Entre os segmentos contemplados estão aço, alumínio, automotivo, móveis, madeira, máquinas e equipamentos, calçados, têxtil, fertilizantes, equipamentos de informática e minerais críticos.
O anúncio ocorre no mesmo dia em que entrou em vigor a tarifa adicional de 25% sobre parte dos produtos brasileiros vendidos aos EUA. No âmbito diplomático, fontes do Itamaraty avaliam que o governo não encontrou saída para reverter o tarifaço, citando divergências políticas e ideológicas entre os governos. Lula declarou que já enviou propostas aos Estados Unidos, mas não encontrou reciprocidade nas conversas.
Por sua vez, o Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR) afirmou que as tarifas são resultado de investigação baseada na Seção 301 da Lei de Comércio dos EUA. O órgão apontou que o governo brasileiro mantém práticas consideradas desleais em áreas como comércio digital, proteção à propriedade intelectual e fiscalização do desmatamento ilegal.


