O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta segunda-feira, 13 de julho de 2026, que o conflito no Irã pressiona o preço dos alimentos no Brasil. A declaração foi feita em São Caetano do Sul, na Grande São Paulo, onde ele disse que a guerra, que ele classificou como ‘provocada pelos Estados Unidos’, afeta o custo de vida nacional.
Segundo o presidente, o encarecimento do combustível decorrente do conflito eleva os preços de itens básicos como feijão, arroz, tomate e cebola no mercado interno. Para conter a alta da gasolina, Lula defendeu a manutenção do imposto de 12% sobre as exportações de petróleo. O dinheiro arrecadado, explicou, subsidia o combustível brasileiro e impede que a crise externa eleve os custos internos.
A medida faz parte de um pacote federal lançado em 12 de março, no início da crise no Oriente Médio. O Comitê-Executivo de Gestão da Câmara de Comércio Exterior (Gecex/Camex) renovou esse imposto por mais 60 dias na última quinta-feira, 9 de julho. Antes do início da guerra no Irã, cerca de 20% do petróleo e gás natural liquefeito transportados globalmente passavam pelo estreito de Ormuz, no litoral iraniano.
Em relação à energia, Lula declarou que é preciso ‘brigar’ para que o mundo adote um novo modelo de combustível e reduza a dependência de fontes fósseis. Entidades do setor de biocombustíveis entregaram ao presidente uma carta defendendo o aumento da mistura obrigatória de biodiesel no diesel, de 15% para 17%, medida que visa reforçar a segurança energética do país.

